Você está cumprindo o que planejou para esse ano ?

Chegamos à metade de 2012. Para avaliar se estou cumprindo o que prometi à mim mesmo, analisei o planejamento que fiz ao final de 2011. Observo que cumpri algumas metas, também precisei lidar com situações inesperadas que demandaram tempo e energia, o que é natural, mas é evidente que preciso dar mais atenção à certas características pessoais que insistem em se colocar entre os meus objetivos e sua concretização. E a principal delas acho que é olhar menos para os meus sonhos e mais para as expectativas dos outros. Sabe aquela atitude de primeiro buscar o que deixa os outros confortáveis e equilibrados e depois pensar de que forma eu devo adequar os meus objetivos à isso tudo ? Então. Condicionamento é o que nos faz repetir os mesmos erros, tropeçar nas mesmas pedras. Passa o tempo e a gente vai respondendo automaticamente às situações, e sentindo sempre a mesma frustração. Mas condicionamento pode ser alterado, e essa história toda começa no simples ato de pensar no por que insistir em lidar com as pessoas e situações daquele jeito que sabemos que vai custar caro para nós. Auto-conhecimento é a chave, e terapia é a porta. Nessa primeira parte do ano o meu relacionamento pessoal com a Andrea se consolidou, fizemos uma viagem de quase um mês pela Europa, procurei ter ao meu lado pessoas do bem, fiz novos amigos, minha filha Bruna é só orgulho para mim, estou aprimorando o inglês, o reconhecimento profissional na minha área de atuação que é comunicação, marketing e rádio alcançou novos patamares. E esse blog tem sido uma ferramenta de ajuda para muitas pessoas refletirem sobre suas vidas, e para mim, uma oportunidade de desabafar e compartilhar com vocês as minhas angústias e alegrias. Sei que devo focar mais em mim e no que eu sinto, para que eu siga cumprindo meu planejamento para o ano. Que tal você fazer o mesmo ? Sem essa reflexão a gente não constroi a vida que merece. Ou seja, a gente não vive. Simples assim.

Você já é

Todo mundo cresceu ouvindo que deveria ser alguém na vida. Lembra da famosa perguntinha : “o que você vai ser quando crescer ?” Na infância é natural essa expectativa sobre o futuro da criança. O problema é quando, já na idade adulta, a pessoa continua à buscar um caminho para a sua vida pessoal e profissional sem se dar conta de tudo o que já conquistou. Explico. É muito comum a atitude de não perceber a própria evolução e as conquistas, o que causa frustração e ansiedade. São homens e mulheres acima dos 35 anos, profissionais competentes, muitos com a vida pessoal e familiar já estabelecidas, mas que vivem arrependidos como se nada tivessem construído, e que continuam à procura de algo desconhecido. Se aprendessem à olhar para as próprias realizações, vivendo com totalidade cada momento e comemorando as vitórias, certamente teriam orgulho de si mesmos. Aprender à valorizar-se é uma maneira de despertar a alegria e a satisfação pessoal, e uma ajuda para alçar voos ainda mais espetaculares. Portanto, reflita na sua história e nas suas vitórias, e trace um plano para uma evolução constante. O astro pop Michael Jackson é um exemplo extremo de alguém que não se deu conta da própria existência. Os biógrafos e pessoas próximas relatam que Michael morreu frustrado, pois o seu sonho era ser um músico reconhecido mundialmente, mas ele acreditava que não havia conseguido isso. Certamente você já realizou e alcançou coisas maravilhosas, sem se dar conta. Pode ser que você já seja aquela pessoa que sempre quis ser. Que tal pensar sobre isso ?

Uma maneira de pensar a ingratidão

Poucas coisas magoam tanto quanto tentar ajudar alguém e receber em troca rejeição e grosseria. Eu imagino que você já tenha passado por isso. A ingratidão tem várias faces : pode ser o não agradecimento pelas coisas boas recebidas, sejam elas materiais ou não, tem aquela outra ingratidão típica de quando se oferece uma palavra de orientação, um conselho e a reação do interlocutor, à quem se pretende ajudar, é mal educada, além de outras. Eu já me me decepcionei tanto com atos de ingratidão que cansei, e não sofro mais. Sim, continuo levando umas bordoadas, mas não me permito mais cair em lamentações por conta disso. E sabe o que me fez mudar a postura ? Foi aceitar o fato de que eu também já agi com ingratidão muitas vezes, e certamente ainda agirei assim mesmo que de forma inconsciente. Quando olho para trás eu percebo que me afastei de muitas pessoas que participaram da minha vida e me ajudaram. E me afastei por estar envolvido em projetos profissionais e na correria do cotidiano, como todo mundo. Mas na avaliação de algumas daquelas pessoas queridas, eu posso ter sido considerado um ingrato. Entendeu ? A intenção que temos é uma, a forma como as pessoas percebem é outra. Tudo bem que essa pode ser uma ‘ingratidão mais branda, sem agressividade’, mas é outra face da mesma moeda. O que também me ensinou à ter mais paciência com atitudes ingratas, foi reconhecer que diante de Deus, todos nós agimos com ingratidão, por mais que nos esforcemos à fazer diferente. Sim, porque é humanamente impossível demonstrarmos a gratidão perfeita e completa por tudo o que Deus nos oferece. Portanto, meus amigos e amigas, vamos também olhar com mais generosidade para os gestos que consideramos ser de ingratidão, aceitando o fato de que não somos melhores do que ninguém. Assim, a vida fica mais leve e a frustração mais distante.

Casamento sem sexo

O sexo desapareceu do casamento. E isso aconteceu de forma gradual, com o tempo. Ele começou à ficar até mais tarde na televisão e no computador, enquanto ela ia sozinha para a cama. Em outros dias ele reclamava do cansaço e do stress no trabalho. Sim, foi ele quem começou à demonstrar desinteresse. Como toda mulher, ela imaginou que ele estivesse tendo um caso. Ele negou, e não tinha mesmo. Quando tentavam transar, simplesmente não rolava, e a frustração dos dois só aumentava. Ela sentindo-se rejeitada, e ele, culpado. E impotente. Com álcool ele se animava, sem álcool faltava desejo e ereção. Ela cobrava explicações e ele não tinha respostas. Ele consultou psicólogo, terapeuta sexual e outros médicos. Nada funcionou. Aparentemente existia amor, pelo menos eles acreditavam que existia. Nas conversas era comum ele dizer :”sexo é diferente de amor. A parte do sexo não está muito legal, mas eu te amo!”. Ela ouvia e concordava, afinal, é verdade que sexo é diferente de amor. Mas num relacionamento, uma coisa complementa a outra, e as duas são importantes. O fato é que ela tinha muita vontade, e ele não. Ela pensava nas amigas e nas matérias de revistas que destacavam o sexo ardente no casamento. E também ouvia as histórias de mulheres que perderam o interesse, mas que acabavam transando pelo apetite do marido. E é assim mesmo, cada relacionamento tem as suas singularidades, e nunca é perfeito. É preciso pesar os prós e contras da relação e analisar se existem mais motivos para continuar juntos. Mas quem é que consegue ser tão racional nessas horas ? Dizer que o amor deve prevalecer e manter o casal unido pode ser muito bonito e até verdadeiro, mas e a situação da mulher ? Ela deve abrir mão da sua felicidade e realização pessoal ? E o marido, não estará ele se sabotando por alguma questão inconsciente ? Essa situação que é comum em muitos casamentos, e por motivos óbvios é pouco discutida, não permite respostas prontas. Cada casal deve buscar uma solução, que nunca será sem dor.