Uma maneira de pensar a ingratidão

Poucas coisas magoam tanto quanto tentar ajudar alguém e receber em troca rejeição e grosseria. Eu imagino que você já tenha passado por isso. A ingratidão tem várias faces : pode ser o não agradecimento pelas coisas boas recebidas, sejam elas materiais ou não, tem aquela outra ingratidão típica de quando se oferece uma palavra de orientação, um conselho e a reação do interlocutor, à quem se pretende ajudar, é mal educada, além de outras. Eu já me me decepcionei tanto com atos de ingratidão que cansei, e não sofro mais. Sim, continuo levando umas bordoadas, mas não me permito mais cair em lamentações por conta disso. E sabe o que me fez mudar a postura ? Foi aceitar o fato de que eu também já agi com ingratidão muitas vezes, e certamente ainda agirei assim mesmo que de forma inconsciente. Quando olho para trás eu percebo que me afastei de muitas pessoas que participaram da minha vida e me ajudaram. E me afastei por estar envolvido em projetos profissionais e na correria do cotidiano, como todo mundo. Mas na avaliação de algumas daquelas pessoas queridas, eu posso ter sido considerado um ingrato. Entendeu ? A intenção que temos é uma, a forma como as pessoas percebem é outra. Tudo bem que essa pode ser uma ‘ingratidão mais branda, sem agressividade’, mas é outra face da mesma moeda. O que também me ensinou à ter mais paciência com atitudes ingratas, foi reconhecer que diante de Deus, todos nós agimos com ingratidão, por mais que nos esforcemos à fazer diferente. Sim, porque é humanamente impossível demonstrarmos a gratidão perfeita e completa por tudo o que Deus nos oferece. Portanto, meus amigos e amigas, vamos também olhar com mais generosidade para os gestos que consideramos ser de ingratidão, aceitando o fato de que não somos melhores do que ninguém. Assim, a vida fica mais leve e a frustração mais distante.