Coaching : um caminho para o autoconhecimento

A maioria das pessoas tem noções básicas sobre conceitos relacionados à conquista da realização pessoal e profissional. Assuntos que tratam da importância do gerenciamento eficaz do tempo, do foco em atividades relevantes e do valor de objetivos que levem à um melhor desempenho rendem livros, palestras e incontáveis sites dos mais variados segmentos. A pergunta é : se temos à disposição tanta informação sobre o que precisamos fazer para alcançar o que desejamos, por que nem sempre fazemos ? Por que abdicamos de sonhos e nos contentamos com o pouco que conseguimos ? O mais incrível é que as respostas estão dentro de cada um de nós, bem como a solução para nossa resiliente falta de atitude. O problema é que não conseguimos perceber, nem enxergar e nem acreditar no imenso potencial que temos, e muito menos acessá-lo e concretizá-lo. Nessas questões repletas de complexidades precisamos de ajuda, necessitamos de alguém que nos conduza através de nossos sentimentos, emoções e objetivos. Sozinhos, a caminhada pode ser tão assustadora que nos fará desistir. Pensando sempre na busca do autoconhecimento eu procurei o coach Wellington Fernandes, formado pela Sociedade Brasileira de Coaching, que com seu entusiasmo e comprometimento me ajudou à ‘desenrolar’ alguns pensamentos e atitudes (e a falta delas) que estavam obstruindo o meu crescimento pessoal e profissional. O Wellington tem uma história de superação que é o combustível da sua assumida missão em ajudar outras pessoas à transformarem suas vidas. Foram dois meses de treinamento (não encontrei um termo melhor) em encontros semanais, onde analisamos minhas crenças limitantes e meus potenciais pouco utilizados. Perguntas escrutinadoras como : ‘Rogério, o que é mais importante para você hoje ?’ ou ‘o que você quer da vida ?’ ou ‘quem são as pessoas que te amam e quais você ama de verdade ?’ ou ‘quais são os seus talentos ?’ ou ‘quais os seus objetivos pessoais e profissionais e quando você pretende alcançá-los ?’, trouxeram reflexão e sentido à minha rotina diária. Sim, porque muitas vezes a gente liga o ‘piloto automático e acelera’ sem saber exatamente para onde está indo ou onde quer chegar. O resultado disso ? A vida vai sendo sugada por coisas sem importância enquanto objetivos grandiosos são deixados de lado. E estou falando não apenas de dinheiro e sucesso profissional mas também sobre dedicar mais tempo de qualidade às pessoas que amamos, da importância das atividades espirituais e intelectuais e do cuidado com a saúde para mencionar apenas alguns objetivos relevantes. O acerto nesses aspectos traz satisfação e plenitude e o processo de coaching oferece ferramentas para identificar, focar e conquistar os melhores resultados, como por exemplo, assumir o controle da própria vida. Eu queria compartilhar com vocês essa minha experiência enriquecedora pelo autoconhecimento e lembrar as palavras de Osho : ‘A menos que esteja centrado, a menos que saiba quem é, não pode relacionar-se verdadeiramente. Todo o relacionamento que continua sem o autoconhecimento é apenas uma ilusão’. O Wellington tem uma página no facebook : Dicas de Coaching.

 

Por que só em dezembro ?

Para a quase totalidade das pessoas o fim do ano, especialmente o mês de dezembro, traz algo de mágico e emotivo. Lembranças de natais passados, a oportunidade de reencontrar parentes e amigos nas festas que se aproximam, a expectativa de ganhar presentes, a hora de fazer um balanço sobre o ano que termina, a compulsão em elaborar uma lista de missões (quase sempre impossíveis de serem cumpridas e facilmente esquecidas !) para o ano novo, o sentido religioso; todos esses aspectos contribuem para um clima capaz de amolecer os corações mais empedernidos. Isso sem falar nas musiquinhas de Natal que evocam um tempo onde todos se consideravam mais felizes, e claro, a figura à cada ano mais folclórica do Papai Noel, assustando bebês, criando desconfiança nas crianças e enchendo de saudosismo os mais velhos. Com todas essas características específicas e tão singelas, dezembro consegue despertar uma poderosa determinação geral em contribuir com o próximo. E dá-se início à uma avalanche de campanhas de solidariedade : campanha para arrecadação de brinquedos, campanha para arrecadação de fraldas, campanha para arrecadação de alimentos, campanha para visitar os carentes e doentes, campanha para mudar o mundo ! Empresas desenvolvem peças publicitárias emocionantes, veículos de comunicação se mobilizam, os políticos até prometem trabalhar mais pelo povo sofrido. Comoção geral ! Meu Deus, isso é lindo !! Diante dessa utopia generalizada tenho algumas perguntinhas chatas, se me permitem. Por que só em dezembro ? A fome dói todos os dias, carentes precisam de amparo diariamente, doentes ressentem-se de atenção à cada hora. Por que só em dezembro ? Empresas deveriam devolver à sociedade em investimento social uma parte do muito que arrecadam, e fazer isso regular e frequentemente, e não forçar a barra tentando mostrar como ‘são boazinhas’ justamente na época do ano onde há mais disposição para as compras. Por que só em dezembro ? Jesus está vivo todos os dias do ano, e não apenas no dia 25. Por que só em dezembro ? A profusão de campanhas de solidariedade nesse período é tão grande que as pessoas ficam confusas e sem saber à quem e como ajudar. Evidentemente existem muitas pessoas, empresas e instituições que fazem da generosidade uma filosofia constante, da responsabilidade geral uma prática consagrada, e por isso são dignas de respeito e elogios. Mas por que então a disposição para ações expontâneas e de grande capacidade mobilizadora acontece apenas em dezembro e não o ano todo ? Por que será que o nosso interesse pelo outro precisa de musiquinhas e luzes coloridas para emergir ? Até quando vamos dedicar apenas alguns dias do ano para exercer o nosso dever e o nosso poder de transformar para melhor o mundo à nossa volta ?  Eu avisei que seriam perguntinhas chatas. 

As semelhanças entre Dilma Rousseff e Rodrigo Agostinho

Os noticiários políticos nacional e local trazem nas últimas semanas manchetes que falam da estratégia tanto da presidente Dilma Rousseff como do prefeito Rodrigo Agostinho em indicar para cargos importantes nomes que tenham o poder de acalmar ânimos; no âmbito federal, acalmar o mercado, em Bauru, acalmar a Câmara Municipal e a base aliada. A escolha da presidente foi pelo economista Joaquim Levy para futuro Ministro da Fazenda, não apenas por sua incontestável competência técnica mas principalmente por sua imagem de ortodoxo convicto, que pode revestir de credibilidade a atual balbúrdia econômica instalada; o prefeito escolheu o seu Secretário de Desenvolvimento Econômico Arnaldo Ribeiro, experiente articulador político para a função de chefe de gabinete. Levy chegou dizendo que é preciso credibilidade na economia, ou seja, admitiu que a desconfiança no governo é geral; Arnaldinho, como é conhecido nos bastidores da política, vem para ‘dialogar’, verbo desconhecido pelo prefeito, dizem os mais próximos. Levy e Arnaldinho são alvos de sentimentos antagônicos : esperança e desconfiança. Esperança para quem os indicou, de que possam resolver problemas que dificultam a governabilidade. Esperança também para os interlocutores : mercado, Câmara Municipal e a base aliada, que esperam ser ouvidos. A desconfiança parte dos mesmos lugares. Quem os indicou desconfia se eles serão capazes de reduzir os estragos já solidificados, e quem precisa ter os ânimos acalmados desconfia se Joaquim Levy na economia nacional e Arnaldinho na política local conseguirão reconstruir a confiança, as alianças e os egos feridos. E mais : a carta branca que lhes foi concedida poderá mesmo ser usada em todas as situações, doa a quem doer ? A dúvida é justificável por conta do conhecido estilo centralizador da presidente e do prefeito. O Blog do Josias no UOL, ilustra o que todo mundo já sabe sobre o jeitinho Dilma de ser : ‘a parte que ela mais gosta do diálogo é quando consegue fazer o outro calar a boca’. Rodrigo não é agressivo, a sua tática é outra : deixar o interlocutor falando sozinho; isso quando permite que um diálogo comece. Agora, Dilma e Rodrigo querem convencer o mercado, a Câmara e a base aliada, respectivamente, de que são pessoas diferentes, melhores e mais preparadas. E precisam de alguém que faça isso por eles, talvez porque tenham concluído que lhes falte crédito para a missão. No fundo no fundo, Dilma sabe que é incapaz de conviver com pontos de vista diferentes, e Rodrigo pode achar que está fazendo a coisa certa ao se esquivar de firmar compromissos verdadeiros, mesmo com aliados. Acrescente-se aí certeza de que ninguém muda da noite para o dia e a conclusão aponta para outra semelhança entre eles : nem a presidente nem o prefeito querem mudar de verdade, mas apenas fazer de conta que mudaram. E precisam de alguém que conte essa história prá todo mundo. Se ‘colar’, colou; se não der certo, bastará dizer que a história foi mal contada.