Artigo : Quer funcionário comprometido ? Comprometa-se com ele !

O assunto ‘mão-de-obra’ sempre rende boas conversas com meus colegas empresários e comerciantes. O tema agrega comentários conhecidos, desde o preconceituoso “ninguém quer trabalhar”, passando pelo duvidoso “o funcionário não tá nem aí”, até o clássico e atual “não encontro alguém qualificado e comprometido”. Qual o percentual de verdade contida em cada uma dessas afirmações é difícil apurar, mas a atitude de generalizar as pessoas já é um erro em sí. Diante desses argumentos eu gosto de perguntar ao meu interlocutor o quanto ‘ele’ está comprometido com o seu funcionário. Isso causa invariavelmente uma reação de espanto porque o padrão corrente é exigir comprometimento apenas do empregado, sem reciprocidade por parte do empregador. O colaborador comprometido oferece à empresa o melhor de sua energia, talento e capacidade. Comprometer-se com o colaborador está relacionado à ouvir, respeitar, procurar sintonizar objetivos e pagar salários justos. Esse ítem, o salário, explica muito da tão falada ‘falta de comprometimento’. É impressionante como se paga mal, especialmente no varejo e no setor de serviços, segmentos que movimentam Bauru e região. Escrevo isso analisando empresas que faturam muito, mas que ‘economizam’ nos valores dos salários. Esse cenário deforma as relações de trabalho e impede que a economia da cidade se fortaleça. Aí o cidadão consegue um emprego mas vai trabalhar triste, porque sabe que está sendo explorado e não tem perspectiva de crescimento, não é ouvido e nem recompensado adequadamente. Um dia chega atrasado, outro dia arruma uma desculpa para faltar, e diariamente conta os minutos para o fim do expediente. São posturas indesejáveis, mas originadas na própria empresa. Claro que existem empregados que estão aí prá causar problemas, mas não estamos falando deles. A reflexão é sobre pessoas bem intencionadas. Funcionário que é tratado com respeito e bem remunerado vai sim demonstrar comprometimento e vontade de fazer o melhor. Portanto, antes de criticar os colaboradores de sua equipe por falta de capacidade e comprometimento, faça uma auto-análise. Possivelmente a solução está bem próxima. E cabe à você dar o primeiro passo. Comprometa-se com os seus funcionários !!

O amor está no ar na 94 FM

Muita gente já se apaixonou ao som de músicas tocadas nas rádios. E em algumas rádios, o amor explode internamente. É o caso da 94 FM de Bauru. Quatro casais trabalham na empresa, e a história de três deles começou na própria emissôra. Quando eu e Andrea começamos à nos relacionar, há três anos, a barra foi pesada. Apesar de não existir na empresa uma norma relacionada ao assunto, enfrentamos críticas e desconfianças. Mas nos últimos meses tudo mudou e o amor floresceu na rádio ! Conheça os casais apaixonados da 94 FM.

Os apresentadores do programa Ritmo da Manhã, Manzano e Lidiane Oliveira estão juntos há 05 meses. Pergunto como é fazer um programa juntos após uma discussão na vida pessoal. Manzano responde :”a gente separa completamente os assuntos pessoais dos profissionais”. Lidiane completa : “a química pessoal ajuda no trabalho”.

Lidiane e Manzano

O locutor Alan Carioca, apresentador do Geração 94 e a produtora artística Claudia Tanganelli há 02 anos estão juntos. Filho de um dos sócios da rádio, pergunto se houve algum impedimento ao relacionamento por parte do pai. “Nenhum. Ele respeitou minha decisão, e por conhecer a Cláudia, sabia que ela é especial”, diz Alan. Nesse momento Claudinha sorrí e fica vermelha.

Alan Carioca e Claudinha Tanganelli

Carlos Roberto Morgado e Maria José Menezes, casados há 17 anos aprenderam à lidar com os desafios de equilibrar vida pessoal e profissional. “Existe hora para tudo. E nós somos bem disciplinados em relação à todas as atividades do dia-a-dia”, diz Maria José, jornalista e editora dos programas Atualidades e Informasom. Morgado, apresentador do Atualidades aproveita para fazer uma declaração de amor : “É um privilégio trabalhar com quem a gente ama. O trabalho flui melhor!”.

Morgado e Maria José

Eu e Andrea. Já contei a história no início. Estamos bem, obrigado !

Eu e Andrea

Reengenharia burra

Nas últimas semanas tenho recebido informações sobre profissionais experientes que tem sido desligados de suas empresas. Isso não é novidade no mercado, faz parte da dinâmica das empresas e das relações de trabalho. O que chama a a atenção é o ponto em comum nessas demissões. Sob o argumento da redução de custos, as empresas estão trocando talentos profissionais por novatos inexperientes. Essa onda não tem nada à ver com gerar novas oportunidades de trabalho, incentivar ambientes mais criativos e inovadores, nada disso. O objetivo é empregar alguém que se sujeite à ganhar pouco, ou bem menos que o seu antecessor. Mas será que esse novo colaborador oferecerá a mesma qualidade de atendimento aos clientes da empresa ? Terá comprometimento ? Entenderá rapidamente os objetivos da empresa ? Como os clientes percebem essas mudanças ? As consequências desse tipo de demissão são levadas em conta pelos que decidem ? É a simplificação de um problema. Por trás de algumas dessas decisões podem existir diretores e gerentes despreparados, que justificam a sua incompetência em apresentar resultados culpando alguém na equipe, ou falando em reengenharia de maneira rasa, como se essa fosse apenas uma ferramenta para demitir. Evidentemente que existem situações em que a troca de um profissional é plenamente justificada levando em conta critérios como ineficiência e outros, bem como pela dificuldade de caixa do empregador. Mas o foco do artigo é na postura de empresas que não retém os seus talentos. E que não percebem que o barato pode sair caro.

Realidades Paralelas

Conversava outro dia com um amigo publicitário sobre as mudanças rápidas e constantes em nosso mercado provocadas pelas novas tecnologias e hábitos de consumo. Discorria sobre como a informação abundante tem gerado uma massa crítica que demanda dos profissionais do mercado publicitário uma nova dinâmica em suas ações relacionadas às marcas e aos consumidores. Em determinada altura da conversa ele disparou :”é por isso que eu sou contra essas coisas de internet. Isso tudo apareceu prá complicar”. Após alguns segundos necessários para eu me recuperar da colocação feita, perguntei como a sua agência abordava a questão das novas mídias com os seus clientes. E ele respondeu : “não aborda. Trabalhamos apenas as mídias tradicionais. Um dia quem sabe a gente mude”. Essa dicotomia entre o que é amplamente aceito e o que se observa na vida real é uma constante no universo de pequenas e médias empresas no que diz respeito às novas formas de comunicação. Se por um lado os empresários reconhecem que a internet dita o ritmo desse mundo, no cotidiano de suas empresas o discurso passa longe da prática. São realidades que correm de forma paralela, criando mundos que não convergem. Não são poucas as empresas que, quando estão presentes no mundo virtual, seja com um site ou página no facebook, delegam à colaboradores despreparados, ou ao filho do dono, a séria responsabilidade de atualização desses canais. As agências de propaganda cumprem um importante papel nesse cenário, seja pela disseminação da informação e orientação aos seus clientes ou pela inclusão nos planos de mídia de ações de comunicação no mundo virtual. Mas para isso, elas mesmas precisam se aprofundar nesse universo complexo e repleto de oportunidades. Surpreende-me agências que não tem sequer um site ou página no facebook, regularmente atualizadas. Fico decepcionado quando um portfolio não apresenta um case relacionado ao tema. A impressão que tenho nesses casos é de que essas agências estão à espera de algo que já é uma realidade incontestável. A boa notícia é que não são poucos os publicitários aqui no interior que realizam um trabalho formidável de orientação aos seus clientes sobre as novas formas de interação com os consumidores. As empresas que adiam a decisão de aderir à esse admirável mundo novo, não estão perdendo apenas o bonde da história, mas também clientes, dinheiro e sonhos. Criar uma realidade própria, totalmente descolada das aspirações de pessoas reais, é um erro que o mercado não costuma perdoar.

Não existem mistérios nas novas mídias

Empresas Tristes

No meu trabalho tenho encontrado, com alguma frequência, empresas tristes. É fácil identificá-las. Os funcionários estão cabisbaixos, deprimidos e demonstram que o simples gesto de cumprimentar um cliente ou fornecedor é uma tarefa extenuante. Eu sinto que as pessoas ali estão com medo, nota-se um clima pesado, uma energia tóxica. Muitas vezes o ambiente físico carece de cuidados, organização e uma maior atenção com a limpeza. Você como cliente já se sentiu assim ao entrar numa empresa, numa loja ? Percebeu uma ausência total de sintonia entre a sua expectativa de compra e o atendimento que recebeu ? Provavelmente a sua resposta é sim ! Esse é um dos graves problemas enfrentados pelas empresas tristes : os clientes percebem algo errado, e mesmo que não saibam exatamente o que é, se afastam. Claro, existem também aquelas que conseguem disfarçar a paranóia interna, mas a derrocada é questão de tempo. São inúmeros os motivos que contribuem para o surgimento de ambientes corporativos impregnados pela tristeza, e sobre esses trataremos em outro artigo, mas o fato é que todos eles passam pela administração. O despreparo profissional de quem dirige é o ativador e o mantenedor desse cenário. Questões pessoais desses dirigentes como insegurança, incapacidade de confiar e verdadeiramente delegar são potencializadores de atitudes que sufocam a alegria nas empresas. Sem dizer que aterrorizar equipes é uma estratégia de administração, abominável é verdade, mas infelizmente muito presente em pleno século 21. Os resultados são danosos. Funcionários tristes produzem menos, atendem mal e adoecem fisica e mentalmente. Os clientes partem à procura de quem os atenda com sorrisos e gentilezas. Aí a empresa triste percebe no faturamento o impacto. A tendência é culpar os funcionários, o que aumenta o clima ruim, ou o mercado. Solução ? À menos que o tal líder desperte para a vida, ou possa ser destituído, o que na maioria das vezes é pouco provável que aconteça, o melhor é o profissional buscar um novo caminho. Boa parte do dia passamos no trabalho, e a vida é muito curta para ser vivida em ambientes que estimulam as mais agudas dores da alma.

Local de trabalho não precisa ser de sofrimento